Sejam Bem Vindos

É uma prazer tê-los em meu blog.

Me chamo Márcia Cristiane, sou professora da Escola Frei Cassiano Comacchio. Leciono as disciplinas: História, Filosofia,
Arte, Sociologia e Geografia.




terça-feira, 18 de junho de 2013

domingo, 29 de abril de 2012





"1503 – O CICLO DO PAU-BRASIL

 Muito antes da chegada de Cabral às terras ameríndias, os europeus já conheciam a madeira de cujo cerne avermelhado, cor de brasa, extraíam um corante com que se tingiam panos. Era trazido das Índias pelos árabes, que auferiam grandes lucros nessa empresa, já que a cor vermelha dos tecidos, durante muitas décadas reservada aos eclesiásticos, entrara na preferência do vestuário burguês. 

O pigmento responsável pela cor (substância depois denominada “brasilina”) era utilizado para tingidura desde a Idade Média. No século 16, seu valor comercial tornou-se tão grande que influiu na disputa por novas terras, entre franceses, holandeses e portugueses. Botanicamente, trata-se de árvore da família das leguminosas, pertencente à espécie Caesalpinia echinata (nome derivado dos numerosos espinhos que possui no tronco), praticamente extinta no século 20. 

Em sua segunda expedição (1503) às terras encontradas três anos antes, Américo Vespúcio enviou a dom Manuel, rei de Portugal, um relatório informando que entre as riquezas procuradas as de maior proveito eram “infinitas árvores de pau-brasil”. Realmente, quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram nas matas atlânticas da região do Espírito Santo e da Bahia uma enorme quantidade de madeira de lei (caviúna, jacarandá e outras), especialmente uma árvore alta (8 a 10 metros e diâmetro de 80 centímetros), dura e resistente, cujo cerne tinha intensa coloração vermelha, da cor de brasa. Por isso, recebeu o nome de pau-brasil.                        

Logo após o regresso da expedição de Américo Vespúcio, dom Manuel colocou o comércio do pau-brasil sob monopólio da Coroa, mas os lucros obtidos com sua exploração eram bem inferiores aos que Portugal vinha conseguindo apurar com as especiarias trazidas da Índia. Assim, a extração da madeira foi entregue a uma companhia particular que se obrigou a vender todo o produto à Coroa, tendo-se estabelecido, para isso, um consórcio comercial de cristãos novos (de origem judaica) chefiados por Fernando de Noronha, com uma concessão de três anos.

A extração de pau-brasil

A madeira denominada pau-brasil foi a primeira riqueza natural extraída do Brasil pelos portugueses. A sua extração logo se tornou predatória, dando início ao que atualmente conhecemos como desmatamento.

 Questões para discutir o texto

  1. Quais as características e principais usos do pau-brasil ao longo dos tempos?
  2. Quais as ações da Coroa portuguesa para explorar o pau-brasil?
  3. Conforme o texto, quais regiões do Brasil tinham a madeira em abundância?
  4. Pense um pouco e relacione a extração de pau-brasil nessa época com a degradação da natureza atualmente.

                                       Texto Extraído



ATIVIDADE DE HISTÓRIA

  1. Como é o cenário retratado na pintura?
  2. Quais pessoas compõem o cenário? Como você pode diferenciar essas pessoas?
  3. Quem seria a pessoa vestida de branco, diante da cruz?
  4. Quais as reações das pessoas que estão seminuas? Será que elas entendem a situação?
  5. Que significado tem a cruz na pintura?
  6. Qual a relação dessa imagem com as intenções colonizadoras portuguesas no Brasil?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por Tiago (Aluno do 2º Ensino Médio - Escola Frei Cassiano Comacchio)

A Volta por Cima

O velho ditado diz: " a males que vem para o bem", é o mais indicado para comecar esta mensagem. Existem pessoas que quando algo dá errado ou nada acontece de forma que elas querem, pensam que a vida acabou e que não existe mais sentido em viver, antes eu pensava assim, mas o que devemos fazer, ao invés de se excluir, se trancar ou tentar desaparecer, é dar a vida uma chance da dar a volta por cima, porque a vida precisa da nossa ajuda para mudar. Assim eu deixo de ser fraco e passo a ser forte, deixo de ser infantil e passo a ser adulto, não é porque sofremos uma derrota que a guerra acabou, a derrota deve ser o estímulo para vencermos a guerra. Mas devemos mostrar a nós mesmos que somos capazes, que confiamos em nossa força e que temos a capacidade de nos levantar do chão e seguirmos de pé e com a cabeça erguida. A partir do momento em que deixo de ouvir os outros e passo a me ouvir, percebo que a única pessoa capaz de mudar a minha vida sou eu mesmo, quando tomo uma atitude e deixo de chorar para voltar a lutar. Quando a vida te derrubar mostre a ela que a queda é o início do impulso para ficar em pé novamente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Atividade de Filosofia

Liberdade segundo Sartre: a escolha

A impotência de mudar a situação significa ausência de liberdade? Quando não conseguimos conquistar alguma coisa dizemos: “Não somos livres”. Em outras palavras, quando conseguimos sair da situação de impotência, quando vencemos as adversidades, declaramo-nos livres; porém, quando não as vencemos, declaramo-nos não-livres.

Para pensar nesta questão, vejamos o que o filósofo francês Jean-Paul Sartre escreveu. Segundo ele, se estamos diante de um rochedo e este bloqueia nossa passagem, nós tentaremos passar por ele com uma série de técnicas, como a do alpinismo. Mesmo que não consigamos escalar o rochedo, fomos nós quem escolhemos pela escalada, foi a nossa liberdade que optou em ultrapassá-lo. O projeto era escalar, mas se não houve a realização da escalada, não deixamos de ser livres. O que Sartre apontou é que as pessoas não diferenciam o projeto da realização: o fato de não conseguirem escalar o rochedo não significa que não sejam livres, significa que são impotentes. Liberdade não é a obtenção do que se quer, o êxito de uma realização em nada importa para a liberdade.

Suponhamos que você gostaria de ir à festa de aniversário de seu amigo, mas no caminho seu carro quebrou e você talvez não consiga chegar a tempo. O fato de você não conseguir realizar seu projeto (ir à festa) não significa que você não seja livre; significa, somente, que você não consegue vencer a uma adversidade. A liberdade manifesta-se na escolha que você realiza em ir à festa. Em seguida, você escolhe em consertar o carro, mas não sabe; escolhe em procurar um mecânico, mas não encontra. Isto é, escolhe em escapar da adversidade. A liberdade, segundo Sartre, é esta “autonomia de escolha”[1] que independe da realização do projeto: “Minha liberdade de escolher não deve ser confundida com minha liberdade de obter[2]. Isto é, como fazemos escolhas a todo momento, somos livres e estamos condenados à liberdade.

VAMOS FILOSOFAR…

1 – Ao não conseguirmos realizar um projeto deixamos de ser livres? Explique.

2– A liberdade é a obtenção daquilo que queremos, segundo Sartre? Explique.

3 – Para Sartre, como se manifesta nossa liberdade? Explique.

4 – Leia o quadrinho e explique, usando a filosofia de Sartre, se o rato está ou não livre na situação abaixo:

Descrição: http://www.consciencia.org/imagens/image004.gif

1 – Determinismo

OS MITOS DE TÂNTALO, PÉLOPS E NÍOBE

Tântalo

Tântalo era um rei rico e famoso em Sípilo, além de ser um dos filhos de Zeus; como tal, era amigo dos deuses e sempre era convidado a comer na mesa deles, no Olimpo. Porém, vaidoso, Tântalo revelou segredos dos deuses aos mortais, roubou o néctar e a ambrosia dos deuses e entregou-os a seus amigos mortais, escondeu um cão de ouro em Creta e, para testar a onisciência dos deuses, cometeu um crime terrível: matou seu próprio filho, Pélops, serviu sua carne na refeição e esperava que os deuses comessem a carne humana.

Os deuses perceberam, ressuscitaram Pélops e castigaram Tântalo da seguinte forma: em um lago, ele ficou preso com o nível da água até o seu queixo, uma sede muito forte o incomodava, mas ao tentar beber a água, o nível dela abaixava e ele nunca conseguia bebê-la. Atrás de Tântalo, belíssimas árvores carregadas de frutas tinham galhos que chegavam sobre sua cabeça, quando ele movimentava-a para cima, um vento forte afastava os galhos cheios de frutas para longe, impossibilitando Tântalo de matar sua fome. Piorando seu sofrimento, ainda havia um rochedo suspenso no ar e localizado acima de sua cabeça, deixando-o com um terrível medo da morte.

Eis o destino de Tântalo por seu crime. Por mais que ele se esforçasse e tentasse em tomar água, esta afastava-se; por mais que ele se esforçasse em tentar comer as frutas, estas também se afastavam; por mais que ele tentasse esquecer do rochedo, ele estava bem acima de si. A sede, a fome e o medo sempre venciam – o destino mostrava-se imutável: era impossível alterar a decisão dos deuses olímpicos.

A vida de Tântalo estava determinada, controlada pelos deuses. Em Filosofia, denominamos de determinismo a idéia de que somos controlados por algo ou alguém, a idéia de que temos um destino, de que ele seja inalterável e que possa estar escrito independentemente de nossa vontade. Tudo o que acontece conosco pode estar previamente definido.

Pélops

Esta idéia de que nossa vida pode estar traçada anteriormente por algo ou alguém, é vista com mais clareza na continuidade do mito: Pélops era o filho de Tântalo, morto por seu pai e ressuscitado pelos deuses, ele apaixonou-se pela princesa Hipodâmia, de Elice. O rei Enômao ouvira de um oráculo que se sua filha se casasse, ele morreria. Para evitar o casamento de sua filha, o rei anunciava uma corrida de carruagem a todos os pretendentes dela: a corrida acontecia de Pisa até o altar de Poseidon, em Corinto, e enquanto os pretendentes largavam na frente, o rei oferecia um carneiro a Zeus. Se o rei alcançasse seu oponente, podia matá-lo com sua lança; caso contrário, o pretendente poderia casar-se com Hipodâmia – assim, muitos já haviam morrido, já que os cavalos do rei, Fila e Harpina, corriam mais velozmente que o vento Norte.

Pélops era mais um concorrente e, antes da corrida, invocou Poseidon, que o atendeu e ofereceu a ele uma carruagem com cavalos alados e rápidos como flechas. Na corrida, mesmo com estes cavalos, Pélops foi alcançado por Enômao. Poseidon soltou as rodas da carruagem do rei, que caiu e morreu enquanto Pélops alcançava a linha de chegada em Corinto. De volta a Pisa, Pélops ainda salvou a princesa de um incêndio do castelo real e, enfim, casou-se com sua amada.

Dizíamos que a idéia de determinismo aparece nesta narrativa mais claramente que na primeira. Basta verificar que a previsão oracular cumpriu-se com todo o seu rigor: como perdeu a corrida, o rei seria morto e, no momento que ele cai da carruagem, a morte apresentou-se fatalmente, tal como estava determinado. No derminismo, não há como alterar o destino imposto pelos deuses: uma vez que o destino do rei era a morte, caso sua filha se casasse, ela mostrou-se fatal, inexorável.

Níobe

Níobe era orgulhosa como seu pai, Tântalo. Como rainha de Tebas, certa vez proibiu as pessoas de fazerem uma homenagem a Leto, Apolo e Ártemis alegando que ela é que deveria ser homenageada por ser filha de Tântalo, neta de Zeus e um de seus antepassados é Atlas. As oferendas foram interrompidas e todos voltaram para casa.

Leto, a deusa do destino, e seus filhos, Apolo e Ártemis, reagiram aos insultos de Níobe e prepararam uma terrível vingança: Apolo acertou, com flechas, cada um dos sete filhos de Níobe, que faziam treinos eqüestres. A notícia se espalhou e Anfíon, rei de Tebas e marido de Níobe, ao saber da notícia, suicidou-se com sua espada. Níobe, acompanhada de suas sete filhas, correu para o campo lamentando a morte de seu marido e de seus filhos; porém, continuou a gritar contra os deuses e considerando-se mais rica. Assim, novas flechas voaram em Tebas e mataram também as suas sete filhas. Sentada diante de seus sete filhos, sete filhas e marido, todos mortos, Níobe ficou paralisada de tanta dor, o vento já não conseguia fazer seus cabelos oscilarem, o sangue petrificou em suas veias: Níobe foi transformada em uma rocha, mas que ainda continuava a chorar. Por fim, uma ventania jogou a pedra pelos ares e a levou até a Lídia, onde Níobe está até hoje em uma montanha, chorando. A deusa do destino vingou-se furiosamente do orgulho de Níobe e sua tentativa de interromper o louvor aos deuses.

Os três mitos acima expressaram algumas características fundamentais da idéia de determininsmo:

- nossa vida é controlada por algo ou alguém, tal como Tântalo controlado pelos deuses no lago;

- não há como alterar o nosso destino, tal como o rei Enômao que não escapou da morte assim que Pélops venceu a corrida de carruagem.

VAMOS FILOSOFAR

1 – Procure no dicionário o significado das palavras abaixo e transcreva-os para cá.

a) destino

b) determinismo

2 – Qual foi o crime cometido por Tântalo? Qual foi o seu destino imposto pelos deuses como castigo?

3 – Qual era a previsão oracular que o rei Enômao conhecia? O que ele fazia para tentar impedi-la? Como a previsão oracular realizou-se no mito de Pélops?

4 – Como Níobe insultou os deuses? Como estes reagiram? Qual foi o destino imposto a ela como castigo?

5 – Desenhe o destino que os deuses reservaram a cada uma das personagens abaixo:

a) Tântalo

b) Enômao

c) Níobe

6 – Os três mitos que estudamos expressaram as características principais da idéia de determinismo? Quais são elas?

7 – Você acredita no determinismo? Isto é, você pensa que há algo ou alguém que determina tudo que vai acontecer na sua vida? Explique.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011



Semana da Pátria

A atual Bandeira Nacional foi adotada pelo decreto n.° 4, de 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República (15 de novembro de 1889). Sua elaboração foi realizada por Raimundo Teixeira Mendes (positivista), Miguel Lemos (diretor do Apostolado Positivista do Brasil), Manuel Pereira Reis (astrônomo) e Décio Vilares (pintor).

A bandeira do Brasil é formada por um retângulo verde, no qual está inserido um losango amarelo, cujo centro possui um círculo azul com estrelas brancas (atualmente 27) e com uma faixa branca, que contém a frase: “Ordem e Progresso”. Cada elemento da bandeira possui um significado:

Verde: simboliza a pujança das matas brasileiras;
Amarelo: representa as riquezas minerais do solo;
Azul: o céu;
Branco: a paz;
Estrelas brancas: representa cada estado brasileiro e o Distrito Federal;
A frase “Ordem e Progresso”: influência de Augusto Comte, filósofo francês fundador do positivismo.

As estrelas na Bandeira Nacional estão distribuídas conforme o céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, no qual a Constelação do Cruzeiro do Sul se apresentava verticalmente em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, Raimundo Teixeira Mendes elaborou um desenho contrariando alguns aspectos da astronomia, priorizando a disposição estética das estrelas, e não a perfeição sideral.

A primeira versão da bandeira era composta por 21 estrelas, que representavam os seguintes estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba do Norte (Paraíba), Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Município da Corte.

Posteriormente, foram inseridas novas estrelas, através das modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, que permite atualizações no número de estrelas na Bandeira sempre que ocorrer a criação ou a extinção de algum estado. Nesse sentido, seis estrelas foram inseridas para representar os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Essas foram as únicas alterações na Bandeira do Brasil desde que ela foi adotada.

A Bandeira Nacional é um dos símbolos mais importantes do país, devendo ser hasteada em todos os órgãos públicos, escolas, secretarias de governo etc. Seu hasteamento deve ser feito pela manhã e a arriação no fim da tarde. A bandeira não pode ficar exposta durante a noite, a não ser que seja bastante iluminada.

Durante toda sua história, o Brasil teve várias Bandeiras até que se concretizasse a atual. Confira todas elas:


Bandeira de Ordem de Cristo (1332 - 1651)


Bandeira Real (1500 - 1521)


Bandeira de D. João III (1521 - 1616)


Bandeira do Domínio Espanhol (1616 - 1640)


Bandeira da Restauração (1640 - 1683)


Bandeira do Principado do Brasil (1645 - 1816)


Bandeira de D. Pedro II, de Portugal (1683 - 1706)


Bandeira Real Século XVII (1600 - 1700)


Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve (1816-1821)


Bandeira do Regime Constitucional (1821- 1822)


Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889)


Bandeira Provisória da República (15 a 19 de Novembro 1889)


Bandeira da República Federativa do Brasil (19 de Novembro de 1889 até os dias atuais).